Missão do Curso

Promover, desenvolver e compartilhar o conhecimento das técnicas da Engenharia Elétrica em benefício da humanidade.

Objetivos Gerais

O curso tem por objetivo geral propiciar a formação de profissionais Engenheiros Eletricistas, dando ênfase a aplicações de eletroeletrônica, computação e informática, desenvolvendo nesses uma atitude ética, científica e humana por parte do aluno, estimulando seu interesse pelo desenvolvimento científico e tecnológico sempre visando como objetivo o benefício da humanidade: a minimização de danos ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.

Objetivos Específicos

  • Aplicar o conhecimento do eletromagnetismo e das técnicas da eletroeletrônica como um instrumento facilitador e beneficente para as diferentes ações do ser humano, através do projeto e desenvolvimento de métodos e sistemas que otimizem atividades econômicas, viabilizando a constante melhoria das condições de vida da sociedade e a proteção do meio ambiente.
  • Desenvolver nos futuros profissionais habilidades para o diagnóstico de problemas pertinentes ao setor eletroeletrônico e das engenharias, que o permita avaliar e apresentar  soluções moralmente, economicamente e financeiramente viáveis para os mesmos.
  • Avaliar e aplicar os resultados da utilização do conjunto de métodos, técnicas, equipamentos e instrumentos próprios da Engenharia Elétrica e de áreas afins, levando em conta os princípios éticos e os valores estabelecidos pela sociedade, e aplicando-os sem hesitação, independente dos prejuízos próprios decorrentes desta ação.
  • Preparar profissionais para desempenho da função técnica nas áreas de planejamento, projeto, supervisão e controle, tanto em empresas produtivas, como naquelas de prestação de serviços, inclusive no governo.

Perfil dos Egressos

O egresso do curso deverá ser capaz de projetar e implementar sistemas e equipamentos que façam uso da energia elétrica e da informação, de forma racional e econômica, tendo como propósito o benefício da humanidade. Este profissional deverá ser capaz de apresentar soluções inovadoras para os desafios na área eletroeletrônica e também de desenvolver-se de forma criativa nas outras áreas do saber humano.

Com base na Resolução 218/1973 e 1010/2005 do sistema CONFEA/CREA, o engenheiro eletricista é o profissional que elabora, executa e dirige projetos e estudos de engenharia para a construção, montagem ou manutenção de equipamentos e instalações elétricas e eletrônicas, que planeja e implanta sistemas de instrumentação e automação, sistemas de telecomunicações e sistemas de controle, que projeta e desenvolve equipamentos eletroeletrônicos.

Perfil do egresso em termos de conhecimentos e habilidades - Comportamentos pretendidos pelo curso

Para cumprir os objetivos do curso faz-se necessário dotar os novos profissionais de duas capacidades fundamentais: a gestão de forma que se possa desenvolver e administrar atividades em forma compatível com as exigências do setor eletroeletrônico e a capacidade de solução de problemas que envolvam esta área.

O egresso deverá também possuir sólidos conhecimentos em componentes, equipamentos e sistemas eletroeletrônicos que o permitam atingir os objetivos citados anteriormente.

Os egressos do curso de Engenharia Elétrica deverão possuir as seguintes habilidades básicas, buscadas através do Curso de Engenharia Elétrica:
  • deverá ter uma sólida formação básica e profissional geral, incluindo os aspectos sociais, éticos, morais e ambientais,
  • capacidade de resolver problemas concretos, modelando situações reais, promovendo abstrações e adequando-se a novas situações;
  • capacidade de análise de problemas e síntese de soluções integrando conhecimentos multidisciplinares;
  • capacidade de elaboração de projetos e proposições de soluções técnicas e economicamente competitivas;
  • capacidade de absorver novas tecnologias e de visualizar com criatividade novas aplicações para a Engenharia Elétrica;
  • capacidade de comunicação e liderança para trabalhar em equipes multidisciplinares;
  • consciência da necessidade de contínua atualização profissional.

Especificamente:

  • equacionamento de problemas de engenharia Elétrica utilizando conhecimentos de Eletricidade, Matemática, Física, Química e Informática, com propostas de soluções adequadas e eficientes;
  • criação e utilização de modelos aplicados a dispositivos e sistemas elétricos e magnéticos;
  • coordenação, planejamento, operação e manutenção na área de engenharia Elétrica;
  • análise de novas situações, relacionando-as com outras anteriormente conhecidas;
  • aplicação de conhecimentos teóricos de Engenharia Elétrica a questões teóricas gerais encontradas em outras áreas;
  • comunicação oral e escrita;
  • visão crítica da ordem de grandeza;
  • leitura, interpretação e expressão por meio de gráficos.

A Profissão - Engenheiro Eletricista

Luis Fernando Espinosa Cocian

26/06/2002

Nas suas origens, o escopo de atividades da engenharia elétrica consistia nas áreas de telegrafia e geração de energia, sendo que hoje em dia, este escopo tem-se ampliado ao ponto em que engenheiros eletricistas são requisitados para o projeto e desenvolvimento de qualquer sistema.  A Engenharia Elétrica nasceu na década de 1880 e ajudou a desenvolver as tecnologias utilizadas no coração da revolução industrial (telegrafia, geração de energia elétrica e iluminação).  

Este ramo da engenharia, pode ser definido como sendo a profissão que trata do projeto, desenvolvimento e teste de equipamentos elétricos e eletrônicos.  O escopo da engenharia elétrica, tem crescido consideravelmente nas suas aplicações específicas assim como em outras muito além das seus objetivos originais.

Praticamente qualquer setor da sociedade utiliza dispositivos elétricos ou eletrônicos.  Os avanços revolucionários nas tecnologias de computação e comunicação tem acelerado a taxa na qual os circuitos eletrônicos estão sendo utilizados em aplicações que anteriormente tinham pouca utilidade para a engenharia elétrica.  A regulamentação das emissões dos automóveis requerem de um controle mais preciso, controle este que somente pode ser alcançado pelo uso de computadores e outros dispositivos eletrônicos.  Até os equipamentos mais simples  tais como máquinas de café, estão aumentando o uso de dispositivos eletrônicos em função da praticidade.

Hoje em dia, os engenheiros eletrônicos podem ser encontrados em diversas áreas abrangendo desde as áreas tradicionais tais como comunicações, fabricação e projeto de dispositivos eletrônicos, engenharia de computadores e geração de energia, assim como em áreas modernas tais como: sistemas automotivos e aeroespaciais, bioengenharia, projeto e teste de software, aplicações e equipamentos de consumo e na manufatura industrial.  A engenharia elétrica se mostra como sendo a mais versátil das ciências da engenharia.

Uma outra razão para a versatilidade do engenheiro eletricista é o currículo de formação.  Este não somente fornece aos engenheiros eletricistas uma especial habilidade de transição entre diferentes áreas de aplicação em resposta ás mudanças da economia global, mas fornece o conhecimento que permite a eles entendam as várias formas em que os sistemas elétricos e eletrônicos interagem com os sistemas mecânicos, aeroespaciais ou químicos.  Esta versatilidade pode ser explicada talvez, pelo alto nível de abstração recorrente do grande número de variáveis envolvidas nos processos eletromagnéticos, quânticos e eletromecânicos, sendo estes, na maior parte invisíveis aos olhos humanos.

O tamanho da profissão e seu crescimento potencial são indicadores tangíveis da importância do engenheiro eletricista para a sociedade. O Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA estima que os engenheiros eletricista e eletrônicos ocuparam cerca de 367000 empregos em 1996, fazendo da engenharia elétrica o mais abrangente de todas as engenharias.  A maioria dos empregos estão centralizados em firmas de engenharia e  consultoria, manufatura eletro-eletrônica, manufatura de maquinário industrial, manufaturas de instrumentos científicos e agencias do governo.  Também são encontrados engenheiros eletricistas em empresas de comunicações, de utilidade pública, de projeto e manufatura aeroespacial, projeto de automóveis e em projeto e desenvolvimento de software.

A expectativa de emprego para os engenheiros eletricistas é prevista a ter um aumento de 21 ao 35 % na década que finda em 2006.  Esta demanda é impulsionada pela necessidade de investimento no talento de manter-se permanentemente informado das inovações tecnológicas essenciais para a viabilidade competitiva a longo prazo. 

No RS, 94% dos engenheiros eletricistas estão empregados[1], como funcionários, donos de empresa, ou como profissionais autônomos.  Os salários iniciais para os engenheiros eletricistas, no RS por exemplo, são os melhores na media, variando de 7000 a 40000 US$ anuais, sendo que do total, 80% dos engenheiros eletricistas ganha mais de 10000 US$ anuais.  É interessante observar que 82% dos profissionais acreditam estar satisfeitos com a profissão escolhida.

As associações profissionais tais como o Instituto de Engenheiros Elétricistas e Eletrônicos (IEEE) ostentam um conjunto de membros de mais de 330000 com membros em 150 paises.  As publicações relativas ao IEEE incluem comunicações, processamento de sinais, sistemas industriais, manufatura, energia e computadores.  Os engenheiros eletricistas estão em demanda e suas habilidades fazem deles aptos para desenvolvem atividades em numa ampla faixa de aplicações.

O caminho profissional para um engenheiro eletricista diplomado pode direcionar-se numa grande variedade de direções.  O diploma em engenharia elétrica fornece um bom ponto de inicio para certos caminhos de profissões diferentes, tais como medicina e negócios.  Na engenharia, o engenheiro eletricista pode esperar trabalhar em problemas genéricos de engenharia ou em aplicações especificas.  Nos negócios, pessoas como Andrew Grove (Intel), Andrew Viterbi e Irwin Jacob (Qualcomm), David Packard e Bill Hewlett (Hewlett-Packard) é um vivo exemplo de que os engenheiros eletricistas são excelentes empreendedores.  No Rio Grande do Sul, os engenheiros Ricardo Felizzola e Luiz Francisco Gerbase (Altus), Aderbal Lima e Miguel Fachin (Novus), Márcio Fachin e Moisés Pontremoli (Ponfac), Gilberto Machado (Digitel) e Carlos Porto (CP Eletrônica) são  alguns exemplos de empreendedores de sucesso. 

Alguns atributos importante para este sucesso incluem fortes habilidades na análise e solução de problemas,  boa comunicação, excelentes habilidades computacionais e a facilidade de trabalhar bem em pequenos grupos.  Em algum ponto das suas atividades, o engenheiro eletricista precisará decidir se especializará no trabalho técnico de uma aplicação escolhida, mudar para a área administrativa para se capacitar em atividades de liderança ou direção requeridas para trazer novas idéias de produto para o mercado, para alguma outra área de aplicação ou retornar à escola para efetuar um curso de mestrado ou doutorado.

A decisão de iniciar a carreira de Engenharia Elétrica

A carreira de engenheiro eletricista pode levar a uma vida cheia de desafios e recompensas.  O desafio vem de trabalhar com as ultimas tecnologias e pelo aprendizado continuo de novas idéias e conceitos, na maioria abstratos.  

As recompensas vem do projeto e desenvolvimento de produtos ou serviços que podem melhorar a qualidade de vida da sociedade de forma substancial.  As decisões de carreira para este tipo de profissão, podem ser atemorizantes, mas se a pessoa gosta de aprender novas coisas e tem aptidão para as matemáticas e as ciências, e ainda gosta de construir coisas e de entender como elas funcionam, então a profissão de engenheiro eletricista é uma boa opção a ser considerada.

O Engenheiro Eletricista recém formado

A formação de graduação na engenharia é somente um ponto de inicio para a profissão.  Para manter a competitividade é necessário manter-se informado dos últimos desenvolvimentos do seu campo.  Os seus patrões poderão oferecer cursos na própria empresa, neste caso, deve-se tirar vantagem deles.  A IEEE (www.ieee.org) fornece uma grande variedade de serviços de educação continuada que podem ser essenciais na manutenção do conhecimento tecnológico atualizado.  É recomendado se associar a uma associação profissional e se subscrever aos seus jornais para ver o futuro do campo de aplicação.  Deverá participar ou estar presente nos numerosas conferencias técnicas nas quais são apresentados, os últimos avanços nas áreas especificas da engenharia elétrica.  Também deverá tomar vantagens dos programas de educação continuada (programas seqüenciais, pós-graduação, mestrado ou doutorado) oferecidos pela sua escola de formação.



[1] Relatório de Pesquisas – CEPA - UFRGS/SENGE - FNE 2001

 

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